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Uma nova geração

Se há algo de bom no PPD/PSD é, sem sombra de duvida, a auto-capacidade de se rejuvenescer. Aliás, o partido fundado por Francisco Sá Carneiro tem, ao longo da sua História, formado quadros que, depois, vão servindo outros partidos políticos. Mesmo assim, o PPD/PSD não vacila, enfrenta as dificuldades e (sobre)vive com pessoas entusiastas, capacitadas para a causa pública e combativas.
O auge do PPD/PSD foi no tempo de Cavaco Silva. Tempos áureos, que com o inevitável apoio (financeiro) da então CEE ajudou Portugal ao seu desenvolvimento. O país passou de um pequenos território algures no canto ocidental da europa para um agradável Portugal do agrado dos turistas. Foi este desenvolvimento estrutural que nos permitiu organizar a Expo 98, o Euro 2004 e fazer a actual parceria, com a vizinha Espanha, na organização de um Mundial de futebol. Chegará, certamente, a possibilidade de albergar uns Jogos Olímpicos.
Mas voltando ao assunto principal, é com agrado que vejo valores a emergirem dentro do PPD/PSD e que se disponibilizam para fortalecer um partido arredado do poder político. André Almeida, novo líder concelhio de Arouca, é o último exemplo disso mesmo. Deu, recentemente, uma entrevista ao Diário de Aveiro onde, de forma clara e directa, expôs as suas ideias para o concelho e "olhou" para a política social-democrata distrital. Num momento difícil, candidatou-se à concelhia arouquense onde o PPD/PSD é apenas a terceira força política local. Demonstra ter um projecto, assente na lucidez de que primeiro estão as pessoas e a terra. Preocupa-o a difícil acessibilidade a Arouca e o seu esvaziamento populacional.
O PPD/PSD vai, em breve, ter eleições para a distrital de Aveiro. Sendo certo que o actual presidente António Topa acumula êxitos eleitorais assinaláveis, não deixa de ser verdade que há uma grande oportunidade de chamar novos nomes para lugares de destaque.

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Um cancro (benigno) em Aveiro

Pelas andanças que costumo fazer por Aveiro, há um local que me chama particularmente a atenção. Trata-se da zona das piscinas do Beira-Mar.
O processo que culminou na venda(?!) do local dirime argumentos vários em vários locais, entre os quais, suponho, o tribunal. Sobre isso, sobre o processo em sede de justiça nada escreverei, pois para isso não fui mandatado e cada um fala/escreve sobre o que sabe.
O que me incomoda, e porque salta à vista de todos, aveirenses e visitantes, é o completo abandono e desmazelo a que está vetado o local. Tristemente, verificam-se as ervas altas, a bicharada que irá acolher e um espaço, enorme, sem qualquer utilidade puramente colocado ao ostracismo. Está ali, a céu aberto, um cranco em Aveiro, benigno, porque tem solução.
Façamos um esforço e, enquanto o processo judicial não chega ao fim, que se dê dignidade ao terreno das piscinas. É a imagem de Aveiro que está em causa!